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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pistache sacudindo o mercado do Irã

O Irã é o sétimo pais do mundo em produção de petróleo, mais um outro produto entra na briga para se transformar um dos mais exportado, a ponto de coloca-lo no mercado internacional de commodities.
Quem esta pensando que estou falando de petróleo errou feio, o assunto aqui é o pistache. Este produto é muito valorizado no mercado internacional chegando a ser quase mais importante do que o petróleo bruto, e tanto os EUA, quanto o Irã competem pelo posto de maior cultivador desta fabulosa castanha.
 Nos EUA, local de destaque na produção do pistache é a Califórnia onde começou sua modesta plantação em 1979 e chegou a 513 milhões de libras no ano passado, mais do que o triplo da colheita de 2004, de acordo com o Comitê Administrativo pra Pistache dos EUA.
Notícia boa
Para os amantes das nozes, o aumento da oferta seria uma boa notícia: os preços subiram 40 por cento nos últimos cinco anos por causa da escassez de suprimento.
Do outro lado dos mares o Irã tem dificuldades para vender o produto na Europa e nos EUA devido aos altos níveis de contaminação provocados pela aflatoxina, um químico tóxico produzido por fungos.
A safra de pistache dos EUA foi avaliada em cerca de US$ 1,3 bilhão no ano passado. Para o Irã, a colheita tem mais ou menos o mesmo valor, mas é mais relevante para o país por ser sua segunda maior fonte de exportação, depois do petróleo bruto.


Crise de reféns
Os EUA proibiu o pistache iraniano de modo intermitente durante as últimas três décadas. O primeiro embargo ocorreu em 1979, depois que a embaixada dos EUA em Teerã foi tomada e da crise de reféns.
A interdição foi suspendida quatro anos mais tarde, mas entrou em vigor novamente em 1987 durante a guerra entre Irã e Iraque, antes de ser suspendida de novo em 2000.
Dez anos depois, o presidente Barack Obama aprovou a lei que de fato proibiu a importação do pistache iraniano nos EUA.
“Atualmente, não é possível importar pistache de origem iraniana para os EUA”, disse Erich Ferrari, cuja empresa Ferrari Associates, com sede em Washington, pressionou o governo dos EUA em nome dos operadores de commodities no Irã.
Outras sanções ocidentais, criadas para impedir o comércio de petróleo e gás, também estão restringindo a capacidade do Irã para vender pistache na Europa por causa dos limites impostos às transações bancárias e ao transporte, disseram os operadores.
China, Índia e Turquia continuam sendo grandes compradores, e alguns pistaches iranianos estão conseguindo chegar ao mercado europeu a partir da Turquia.
Os povos iranianos são grandes consumidores de pistache, e para eles um saquinho destes grãos é um presente bem valorizado, existe esta cultura no Irã de dar de presente uma quantidade significativa de pistache a amigos e conterrâneos.
Fonte de dados da internet.