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quarta-feira, 25 de março de 2015

Jornalista Mora 13 anos no Irã

Após a comemoração do ano novo Iraniano, voltamos aos nossos trabalhos normais, nossas vidas cotidianas aqui no Brasil. Pois no Irã, a coisa vai ser mais diferente, lá, eles vão comemora o ano novo por umas duas semanas. Mas este post vai ser rápido, todo mundo ao falar de irã tem aquela imagem de país complicado etc...Não vou aqui falar dos problemas envolvendo política o que não é o nosso foco, este blog tem o desejo de sempre informar sobre o que mais chama a atenção no Irã, que é a cultura.
Hoje, venho falar da experiência de um jornalista do The Washington Post, que se mudou para o Irã com sua esposa em 2002, ele fala que em 2008, se tornou chefe do escritório.
Ele comenta que, quando fala para as pessoas que viveu no Irã por 13 anos, estas pessoas ficam chocadas, se expressando com ar de assustadas falando, como é possível se viver em um país onde muitas pessoas saem as ruas denunciando o ocidente, queimam bandeiras e gritam “Morte à América”? Perguntam se não tinha medo.
Não. Eu não tinha.
As palavras deste jornalista nos surpreende a medida quando ele nos descreve um Irã moderno, super habitável e também amigável, contrariando representações que transmitem um outro lado destorcido da realidade. Em teerã tem muitos arranha-céus, outro fato interessante é a venda gigantesca do Porsche, mais vendido no Irã do que em qualquer outro lugar no Oriente Médio.
Ele fala que, o Irã se tornou um país moderno, com 70 por cento de sua população vivendo em cidades ou nas proximidades. O analfabetismo foi praticamente exterminado, mais de 60 por cento dos estudantes são mulheres. Muitos iranianos, mais de 150 mil altamente educados deixa o país anualmente, a internet está disponível.
Ele fala que morou no centro de teerã em um edificil residencial de 26 andares, tem muitos amigos iranianos e aprendeu falar persa, o que facilitou o seu trabalho.
Este post simples, só para mostrar um pouco do outro lado deste país que com certeza tem muita coisa boa a ser aproveitada.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Ano Novo - Noruz

O Ano Novo Iraniano se chama Noruz, esta data é comemorada no Irã no dia 21 de março. Segundo informações este evento tão importante é comemorado há pelo menos 3000 anos e está profundamente enraizada nos rituais e nas tradições do Zoroastrismo.
O primeiro dia do calendário Iraniano cai no equinócio de março, que correspondo ao primeiro dia da primavera no hemisfério Norte.
Normalmente este dia é feriado no Irã, as pessoas festeja muito, como os povos do ocidente. Fica aí a nossa contribuição para conhecimento dos que procuram saber mais sobre a cultura Iraniana. 

A comida do Ano Novo
Sabzi polo Mahi: a refeição tradicional de Ano-Novo é chamada Sabzi Polo Mahi: arroz com ervas (cebolinha, salsa, endro, coentro e feno-grego), servido com peixe.
Reshteh Polo: arroz cozido com aletria, que, segundo a tradição, ajuda a ter sucesso na vida.
Dolma Barg: prato tradicional da cozinha azeri, preparada antes da chegada do ano-novo. É feito de vegetais, carne e arroz, previamente cozidos, envolvidos em folha de videira e cozidos novamente. Diz-se que ajuda a concretizar os desejos.
Shakarbura: pasteis recheados de um doce de nozes e assados no forno, também típicos da culinária do Azerbaijão.
Kuku sabzi: omelete com ervas (salsa, endro, coentro, espinafre, cebolinha) e nozes, servida no jantar de Ano Novo.

quinta-feira, 19 de março de 2015

País do Futebol e Tapete Persa

Todo mundo tem uma história, e todo mundo gosta de contar seus feitos nesta passageira vida. E não é de agora, os grandes navegadores já fantasiaram seus prodígios nos grandes mares desta grande terra. Um destes aventureiros chamado Marco Pólo, para mim um dos mais importantes navegadores da história. Este aventureiro nato, conta que passou pelo Irã, e uma coisa lhe chamou a atenção daquele povo alegre. A hospitalidade foi o ingrediente principal marcante na passagem no país persa. Lógico que outras coisas também lhe chamou a atenção, e não poderia deixar de mencionar, o tal dos tapetes persa, famoso no mundo todo até hoje em dia. Mas vamos deixar de lado a história antiga e vamos para o que interessa. Pois bem, minha grande história aconteceu de um dia para o outro, como todas as histórias, lógico.
Um dia atendo uma ligação, acredite, depois deste dia, entrei em uma aventura que não sabia mais quando acabaria. A tal ligação me pedia socorro para um caso extremamente complicado. Me vi em um beco sem saída, mas me comovi muito com os fatos e palavras desta tal ligação.
De que estou falando agora? Sim, me lembrei. Pois bem, vamos continuar. Analisando toda a história, comecei a me preocupar com tudo o que estava acontecendo. De início pensei em não fazer nada pois não tinha nada a ver e não era problema meu, e não tinha nenhuma obrigação para ajudar um estranho. Mas a pessoa foi sincera, amigável que não resistir. Após alguns contatos, me senti o super homem que poderia mudar a história de alguém residindo no Brasil, com de outra pessoa residindo em um outro continente, e vou falar, este continente fica longe, mais muito longe. Imagina ai, atravessar mares e mares para se chegar.
A tal pessoa era uma cidadã Brasileira que a um ano, estava namorando um Iraniano. E o sonho desta Brasileira era se casar com este rapaz. O problema era que, este sujeito estava muito longe e agora o que fazer? Tinha duas alternativa ou ele vinha ao Brasil ou ela tinha de ir ao Irã. Vou contar, ir até lá não é para qualquer um, pois os custos são muito alto. E vir de lá para cá complica mais ainda, pois certas solicitações na hora de solicitar o visto fica extremamente difíceis.
Como já sabia destas dificuldades, expliquei para esta senhora, todos os obstáculos que ela tinha pela frente. Pelas palavras tristes, percebi o desespero infinito daquele ser, vendo suas esperanças se diminuírem sem conseguir realizar seu sonho. Fala sério! Tanto Brasileiro e esta vai se apaixonar logo por um camarada do outro lado do mundo! (Brincadeira! para o amor não existe distâncias, existe simplesmente dois corações pulsando juntos cada segundo). Falei que para ele vir necessitava tirar o visto junto ao consulado Brasileiro em Teerã. Problema, o rapaz morava em outra cidade. Era tanto problema que não sabia mais o que fazer. Enquanto isso, os dias iam passando e passando, e a noiva coitada não sabia mais o que fazer também, se ia, se ficava. Para falar a verdade nunca vi tanta fé como esta mulher teve.
Sempre acreditava que ia dar certo. Sempre falava que o noivo iria chegar. Como já falei, não sabia mais o que fazer. Pois a situação era muito complicada. Mas sabe como é, a fé move montanhas. Depois de muito trabalho, muito trabalho mesmo, o rapaz consegui o visto e veio para o Brasil, o resto você já deve ter imaginado, deram entrada na papelada, casaram-se e estão vivendo os melhores dias de suas vidas, acredito eu. Após todos estes fatos, pedi para a nova recém casa  que me contasse sua história e concedesse o direito de publicar aqui no Blog.

Contou-me que tinha um amigo que conhecia muitos Iranianos, e por meio das redes sociais conheceu o seu esposo. Falou que desde o início o rapaz foi muito respeitador o que lhe chamou a atenção. Assim se finaliza esta história entre uma brasileira e um Iraniano.